Neuralgia Cérvico-Braquial (NCB)

A Neuralgia Cérvico-Braquial é uma dor radicular que vai desde a cervical até à mão e pode estar na sua origem uma irritação de uma raiz nervosa, artrose ou hérnia discal. Normalmente no início aparecem as alterações sensitivas (parestesias/formigueiros) e se o mecanismo irritativo não desaparecer, com o passar do tempo podem aparecer as alterações motoras (paresias/diminuição da força). Esta sintomatologia pode ser desencadeada por alterações posturais, posições incómodas prolongadas, traumatismos diretos ou indiretos.

Hérnia Discal
A compressão por hérnia discal pode produzir irritação da medula ou da raíz nervosa,
provocando sintomatologia distinta.

  • Raíz nervosa: Dor unilateral com parestesias, formigueiros e possíveis
    transtornos motores periféricos;
  • Compressão medular: Dor bilateral com parestesias, formigueiros, possíveis
    transtornos motores periféricos e/ou centrais.

Mielopatia Cervical
A diminuição do canal medular provoca uma dor radicular unilateral com parestesias,
formigueiros e possíveis transtornos motores periféricos, como perda de agilidade nas
mãos. Associada geralmente a artrose cervical e estenose do canal raquídeo.
Processo inflamatório que afeta a raíz nervosa
Esta sintomatologia não está associada a patologia discal. Existem outras estruturas
anatómicas que podem favorecer a compressão e causar sintomatologia pelo membro
superior. A sintomatologia pode agravar por fatores ocupacionais como levantar cargas,
alterações anatómicas consequentes da idade ou desequilíbrios posturais e/ou viscerais.
Existem 3 regiões em que o plexo braquial (conjunto de nervos responsável pela
inervação do membro superior) pode ser comprimido na sua passagem na cintura
escapular e membro superior.

  • Desfiladeiro inter-escalénico: entre o escaleno anterior e médio. Neste caso, podem associar-se má formações congénitas que não são responsáveis diretamente pela sintomatologia mas que se agravam quando associado a um desequilíbrio postural. Estas alterações anatómicas podem provocar compressão tanto a nível arterial e causar sintomas vasculares como alterações da temperatura do membro, edema da mão e antebraço, diminuição do pulso radial e cianose dos dedos, como a nível de raízes nervosas e provocar dor e formigueiros.
  • Desfiladeiro costo-clavicular: é constituído pela clavícula e 1ª costela e pode ser comprimido por uma subluxação da 1ª costela, uma disfunção da clavícula ou um espasmo do músculo subclávio.
  • Síndrome do peitoral menor: é constituído pelo peitoral menor, músculo pode encurtar devido a uma alteração postural causando como consequência um síndrome compressivo.

Por vezes, a dor cervical e do membro superior pode confundir-se com uma dor referida
que resulta de uma disfunção visceral no coração, por exemplo, podendo provocar dor
no membro superior esquerdo, ou nas vias biliares, causando dor no membro superior
direito. Também existe dor referida causada por disfunções musculares, sendo um
exemplo os pontos gatilhos dos escalenos ou de músculos como o peitoral maior, supra
e infra espinhoso.

Avaliação
Neste contexto, o fisioterapeuta surge como um profissional de saúde capacitado para
intervir junto do paciente portador desta patologia.
Na clínica Mar Saúde, o fisioterapeuta ira realizar uma avaliação detalhada com
objetivo de perceber qual a origem primária da lesão para que desta forma possa
estabelecer um bom diagnóstico.
A avaliação inclui inicialmente um exame subjetivo procurando compreender qual a
história do processo, evolução da dor do paciente, qual a sua intensidade, localização e
impacto na vida quotidiana. Inclui também uma exploração física que procura
determinar qual a causa anatómica da lesão e compreender o seu mecanismo. Para tal,
procura realizar uma análise da postura e mobilidade vertebral, exploração de vários
parâmetros como a sensibilidade, força, integridade dos reflexos e aplicação de testes
ortopédicos específicos.

Aliando todos os resultados da avaliação aos conhecimentos de anatomia, fisiologia e
biomecânica o Fisioterapeuta ira definir estratégias de intervenção solidas para o
tratamento desta patologia.

Tratamento
O papel do fisioterapeuta é:

  • Restaurar ou melhorar a função articular;
  • Melhorar a postura e hábitos do paciente;
  • Diminuir a dor da cervical e de todo o membro superior;
  • Diminuir formigueiro;
  • Melhorar a mobilidade;
  • Melhorar a força muscular;
  • Proporcionar o máximo de conforto ao paciente.

Na clínica Mar Saúde, o tratamento desta patologia é diferenciado podendo englobar as
seguintes técnicas:

  • Alongamentos passivos específicos;
  • Técnicas de terapia manual com mobilização ou manipulação vertebral;
  • Técnicas Neurais;
  • Eletroterapia;
  • Diatermia;
  • Técnicas Invasivas Ecoguiadas;
  • Fortalecimento Muscular
  • Aconselhamento postural para a realização das tarefas laborais e da vida diária.

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